Segundo Abese, mercado de segurança eletrônica terá crescimento de 12% em 2020.

10 de fevereiro de 2020

A
Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança (Abese) divulgou uma notícia positiva para o setor de segurança eletrônica em 2020. De
acordo com a Associação, com a aprovação do Estatuto da Segurança Privada,
haverá a abertura de novos mercados ao setor, responsável por gerar mais de 250
mil empregos diretos e mais de 2 milhões indiretos. A retomada do crescimento
econômico, baseado nos indicadores ascendentes, também reforça o otimismo
cauteloso com que o mercado começa o ano.


Para
a presidente da Abese, Selma Migliori, que esteve no Senado Federal para
defender o setor e a aprovação do novo estatuto, o projeto de lei oferecerá
amparo legal às empresas de segurança eletrônica que, finalmente, poderão
concorrer em posição de igualdade em licitações públicas e de instituições
financeiras. “O Estatuto da Segurança Privada insere definitivamente a
segurança eletrônica como um pilar independente dentro da segurança privada e
possibilitará a livre iniciativa e concorrência. Assim, se um grande
empreendimento ou o setor público desejar contratar um projeto de sistema
eletrônico de segurança isoladamente, estarão amparados pela nova lei”,
explica.


Assim,
o mercado de Segurança Eletrônica, que compreende mais de 26 mil empresas e
cresce em média de 8% ao ano, sendo 10% só em 2019, espera atender à demanda da
segurança pública e privada por soluções que utilizam Inteligência Artificial,
sensores, Internet das Coisas (IoT) para ajudar a evitar ou solucionar
ocorrências sem o uso de armas letais – que ficam restritas às autoridades
policiais ou empresas de vigilância autorizadas.


Além
disso, os condomínios e empreendimentos que gradativamente investem em portaria
remota também estão entre os principais catalisadores do crescimento esperado
para o próximo ano. Em busca de mais segurança e economia, uma vez que este
tipo de tecnologia custa cerca de 30% a 40% do que uma portaria tradicional e
gera uma economia que pode chegar a 70%.


Um
levantamento realizado pela Associação Brasileira das Empresas de Sistemas
Eletrônicos de Segurança (Abese) com empresas de segurança que trabalham com
portaria remota em 2019, mostrou que 34,5% das empresas que atuam com portaria
remota realizam a requalificação dos porteiros para as áreas de atendimento,
assistentes de manutenção, operadores remotos, seguranças, ou até mesmo para
compor portarias híbridas – que operam com o profissional local junto ao
sistema remoto.


“A
Abese entende que as portarias remotas têm gerado novas oportunidades de
emprego e aprendizado aos profissionais dos condomínios e para o próximo ano a
tendência é que este modelo se consolide. Muitas empresas do setor de segurança
eletrônica têm contratado porteiros para trabalharem em centrais de
videomonitoramento, além de outras ofertas de trabalho para atividades
pertinentes ao atendimento, ao monitoramento externo, instalações de sistemas,
desenvolvimento de softwares, dentre outras funções”, afirma a presidente da
Abese.


Mas,
ano de 2020 também reserva desafios. Com a aprovação do Estatuto da Segurança
Privada, a Abese terá em média 90 dias para apresentar propostas para a
regulamentação da Lei e as empresas prestadoras de serviços de monitoramento e
rastreamento terão três anos para se adequarem às novas exigências. Assim, a
Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança já
realiza encontros com empresários, representantes da Polícia Federal, entidades
representativas e especialistas para debater as mudanças e como esta adequação
será realizada pelo segmento. Contudo, para os empresários do setor, as
expectativas de crescimento do mercado justificam o esforço coletivo.


A
combinação entre regulamentação e a maior disponibilidade de novas tecnologias
poderá transformar o ano de 2020 em um marco para a segurança eletrônica. “A
integração entre diferentes tecnologias e a popularização da colaboração entre
segurança pública e privada também podem estar entre os catalisadores de bons
resultados. A palavra de ordem para 2020 é integração” , finaliza a presidente
da Abese.


Fonte: Abese